Sintshogastro-PI participa de ato pelo Dia de Combate ao Trabalho Escravo
O Sindicato da Hotelaria, Gastronomia e Lavanderia do Estado do Piauí (Sintshogastro-PI), representado por seu presidente, Alex Rocha, e pelos diretores Thamiris Silva e Frazão, marcou presença, nesta quarta-feira (28), no ato alusivo ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizado na Praça Rio Branco, no Centro de Teresina.
- Por Sindicato da Hotelaria .
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O Sindicato da Hotelaria, Gastronomia e Lavanderia do Estado do Piauí (Sintshogastro-PI), representado por seu presidente, Alex Rocha, e pelos diretores Thamiris Silva e Frazão, marcou presença, nesta quarta-feira (28), no ato alusivo ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizado na Praça Rio Branco, no Centro de Teresina. A mobilização reuniu representantes de diversos sindicatos e entidades de defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
A data tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e fortalecer a união na luta contra uma realidade ainda vivenciada por muitos brasileiros. No Piauí, entre 2020 e 2025, cerca de 500 pessoas foram resgatadas de condições análogas à escravidão.
O trabalho escravo contemporâneo envolve práticas como condições degradantes, jornadas exaustivas, servidão por dívida e restrição de liberdade, ocorrendo tanto em áreas rurais quanto urbanas.

Durante o ato, o procurador do Ministério Público do Trabalho no Piauí, Edno Carvalho Moura, agradeceu a participação das entidades e destacou a importância da mobilização. “Hoje é um dia importante para conscientizar a comunidade e a sociedade sobre a existência do trabalho escravo e para romper com a naturalização dessa prática, que ainda persiste”, afirmou. Ele também ressaltou que a pejotização tem sido considerada uma nova forma de escravidão no país.
Em seu discurso, o presidente do Sintshogastro-PI, Alex Rocha, defendeu o fortalecimento da atuação sindical. “Seria importante a criação de uma lei que concedesse mais poderes aos sindicatos, para que possamos auxiliar de forma mais efetiva os órgãos competentes, como o Ministério do Trabalho e o Ministério Público, pois a demanda é muito grande”, declarou. Ele alertou ainda que o problema não se restringe ao campo. “Não é apenas nos canaviais ou nas fazendas do interior que existe trabalho escravo. Na zona urbana também há essa realidade”, afirmou, citando casos de garçons submetidos a jornadas de até 15 horas diárias, com apenas 15 minutos de intervalo para se alimentar.
Alex Rocha ressaltou que existem empresários comprometidos com a legislação trabalhista, mas alertou para a existência de empregadores que exploram e violam direitos. “Isso precisa ser combatido. Apesar do esforço dos órgãos fiscalizadores, a demanda ainda é maior do que a capacidade de atuação”, ponderou, destacando que a exploração atinge setores como hotelaria, gastronomia, lavanderia e diversas outras categorias.

O professor Josivaldo Martins também destacou a relevância do ato e o trabalho desenvolvido pela Secretaria Estadual das Relações Sociais (Seres), especialmente junto a comunidades negras e quilombolas. “É inadmissível que, em pleno 2026, ainda exista trabalho escravo. Precisamos abrir os olhos da sociedade para reconhecer as diversas formas da escravidão moderna”, afirmou.
A professora Almerinda Alves, que também participou da mobilização, reforçou a importância de ações como essa. Ela citou o telemarketing e o trabalho doméstico como exemplos de atividades que podem reproduzir práticas análogas à escravidão. “Não basta apenas fiscalizar. É preciso oferecer apoio psicológico e médico aos trabalhadores. A sociedade não pode desanimar diante dessas situações”, concluiu.


